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Presidente do Líbano diz que não descarta acordo de paz com Israel

ago. 17, 2020 0 comments
O presidente do Líbano, Michel Aoun, fez um pronunciamento histórico no sábado, 15, à noite, ao revelar que não descarta um acordo de paz com Israel. Em entrevista à rede de TV francesa BMF gravada no palácio presidencial em Beirute, Aon disse que o reestabelecimento das relações diplomáticas com Israel “dependeria” de alguns fatores, mas não negou a possiblidade de um acordo. 




 Na última quinta-feira, 13, o premiê Benjamim Netanyahu e o príncipe herdeiro Mohammed bin Zayed Al-Nahyan, dos Emirados Árabes, fecharam um acordo de paz histórico, intermediado pelos Estados Unidos. O governo americano chegou a dizer que outros países do Golfo Pérsico poderiam aderir à iniciativa, entre eles Omã e Bahrein. O Líbano, no entanto, não estava na lista. Tel Aviv e Beirute mantém uma relação de animosidade, com raras tentativas de aproximação, desde a criação do Estado de Israel, em 1948. 

A última vez em que os dois países se enfrentaram foi em 2006, depois que o grupo libanês xiita Hezbollah capturou soldados israelenses. O conflito, mediado pelas Nações Unidas, durou apenas 36 dias, mas deixou marcas. O Hezbollah, por exemplo, saiu fortalecido. Com boa parte de Beirute destruída pela explosão de 2.700 toneladas de nitrato amônia estocadas irregularmente no porto e cerca de 300.000 desabrigados (entre eles, 80.000 crianças), o grupo passou a se ver mais na berlinda. A difícil condição econômica do país também não tem ajudado. O descontrole fiscal elevou a dívida para mais de 150% do PIB e a taxa de desemprego chegou a 30%. 
ArrebatamentoNews.com
A lira libanesa, mantida artificialmente pareada ao dólar, se desvalorizou 80% nos últimos meses. As reservas do governo estão diminuindo e já falta dinheiro para pagar o salário dos funcionários públicos. Gás para dar e vender A exploração de grandes reservas de gás encontradas no Mediterrâneo, entre Israel e o Líbano, poderia aliviar a penúria econômica do país. Como os dois países nunca tiveram relações diplomáticas, a divisa marítima acabou não sendo demarcada. Ambos enviaram propostas de delimitação da fronteira para as Nações Unidas, mas há um impasse em relação a uma área oceânica de 860 quilômetros quadrados.

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